sábado, 2 de julho de 2016

São Juão sem canjica


São Juão sem tê canjica
é pintá sem tê pincel.
Meus amô que num se explica
num é fel e nem é mel
viro canto e num dô dica
sarto muro rolo grama
faço tudo i sem tê drama
vô drumi no meu colchão.
Sem canjica na paixão
Mando arroiz por telegrama.

 
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 27 de junho de 2011

Intriga virtuar


Intriga virtuar

 
os micro fica assumbrado
cumessa gente arretada -
tuduquié macho vidrado
nas piriguete assanhada!

ustair dirmeir prás gueixa
e as fofocada tumém -
muié que é braba num dexa
marido sorto nu(?)além!

si no artlook tá preso
us segredim d'armagêmea
tudimqui fora tá teso -
os macho inté come as fêmea!

Rio de Janeiro, 2012

Não tem medo de rebote quem já é amigo antigo


tuas décimas perfeitas
são cordéis de muito gosto
te coloco nas eleitas
e te dou um novo posto
eu bem sei que tu me espreitas
na nobreza tens o umbigo
já que sou um bom amigo
a peleja vai no mote:
NÃO TEM MEDO DE REBOTE
QUEM JÁ É AMIGO ANTIGO.
 Marco Bastos
 
Recebi feliz teu mote
e amigo a ti bendigo -
fico aqui de camarote.
NÃO TEM MEDO DE REBOTE
QUEM JÁ É AMIGO ANTIGO.
Sílvia Mota

Encartuchei minha garrucha

 
Encartuchei minha garrucha

hehehehe! ... que vai ter briga!
encartuchei minha garrucha
venha o cão, vem sem lombriga
vem também dia de bruxa.
Marco Bastos
 
briga feia - Jorge e Marco
chispa a ripa prá valer;
sem garrucha - não embarco,
pois só tenho o que perder.
Sílvia Mota

Disaforo


Disaforo
Ai qui sodade docê

prá iscrevê uns disaforo
mordê assoprá ô lambê
cum letra di dá nu coro.
inda vô fazê um auê
a tar da Órea faz farta
e vô mandá essa carta
i cum us correio di greve
vai qui u diabo num leve
vô cochichano em vóis arta.
Marco Bastos
 
Disaforo

 Num aguento o fresco choro
vô fazê um bafafá
qui o barulho já faiz côro
ora aqui, ora acolá.
Mai vê só que disafôro:
Si essa tar d’Órea si foi
armô chifre nesse boi
- o Marquinho das candonga!
E o frangote perna longa
inda é surdo pros meus oi!
 Sílvia Mota


Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2011 – 18h22

Na roça a dôdiamô desce ao gargalo



Falá de dôdiamô, machuca mais,
num dá pra mentir não – doidera só,
doído doido, aqui e alí... demais!
Prá mim o chororô é rococó,
qui nem sombrero grande apara tais.
Viola canta braba qui nem galo
atráis das fêmea, geme-geme o falo.
Vacina aqui num dá – devorve ao cais,
qui vá curar prá longe dos meus ais.
NA ROÇA A DÔDIAMÔ DESCE AO GARGALO.

 
Rio de Janeiro, 2013

É um roça-roça!


É um roça-roça!

Tô piruano daqui
Os canto dos prosadô
Mais bestaiage num vi
Num sabem nada di amô
Fazem muié di coquero
e isso causa entrevero
num adianta dá flô.

 
Maisara genticoió
pula do umbigo aos joêio
numa pressão di dá dó!
Pelas virilha põe freio
óia a rosada, lisinha
práarripiá já prontinha
ôxente! Diga a que veio!

 
As coisa muda nas coxa
vale mordida mansinha
lambida e inté marca roxa!
Num há mulher sem dobrinha
atrás dos joêio a safada
qui fique assaiz bem calada
c’os dente ali – danadinha!

 
Dispois da curva mi’a gente
dispois das manha arretada
moça vai tá penitente
docequi nem marmelada
presa no fundo do tacho
bêba nos cacho do macho
bêba de amô renitente!

 
 
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz

domingo, 1 de julho de 2012

Vorta logo meusamô!


Vorta logo meusamô!

Deisquiocê se foi simbora
mi senti jugada fora
to quinem arara morta.
Dichamá os meusamô,
fiquei rôca i num tem flô
qui mienfeite a boca torta.

Vivo presa no arraiá
sartitano lá i cá.
Meu pai tá qui nem mordaça
adispois qui viu vancê
miatracá no trelelê,
já num sei maisu quifaça.

É mui bão que vorte logo
meusamô, sinão miafogo
di sodade i di paxão.
Vem casá vancê cumigo,
grito aqui cus meusumbigo,
doidimais meu curação!
 
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 29 de junho de 2012 – 19h32

Vida feliz

Vida feliz

Sou moça prá se casar
artista prá admirar,
agrado em canto e poesia
o dono do meu amor.
Beiral de janela em flor,
faço pão e dou bom dia!
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 23 de junho de 2012 – 19h10

Duelo de versos em Cordel


Duelo de versos em Cordel

Queres duelo...
Versos são flores
canto de amores.
Feitos no prelo
servem de elo.
Verbo enastro
rastro de astro.
Sangra a palavra
da tua lavra
- canta o teu lastro!

Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2012 – 18h35